#Dica de Viagem // Jalapão

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#Dica de Viagem // Jalapão
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Olá!!! Tudo bem? Acompanhando esse movimento de publicar dicas de livros, filmes e viagens aqui no blog da ATHERA resolvemos fazer este post pois MUITAS pessoas fizeram diversas perguntas sobre o Jalapão, onde fui semana passada, visto que é um destino pouco conhecido apesar de que no ano de 2019 esteve entre os destinos mais procurados no Brasil. Então, aí vão algumas dicas:

O Jalapão é um destino para quem gosta de natureza em seu estado bruto, aliás, esse é um dos “slogans” da região: “O Jalapão é bruto!”

O Parque Estadual do Jalapão abriga verdadeiros paraísos escondidos e por ser de difícil acesso mantém preservada a fauna e flora local. Cenário de descanso para araras, macacos, peixes, papagaios, maritacas…enfim, é um lugar onde todos convivem em harmonia. O Jalapão é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza localizada na região leste do estado do Tocantins. O território do parque, com uma área de 158 970,95 ha, está distribuído pelos municípios de Mateiros e São Félix do Tocantins.

Mapa da região do Jalapão

Beleza estonteante, paisagens perfeitas, as lagoas, lagos, dunas, riachos e cachoeiras e principalmente os fervedouros transformam esse em um destino exclusivo e único! É ideal para relaxar e curtir intensamente o contato com a natureza. A região é uma das mais bem preservadas do nosso país e o acesso, ainda limitado, faz do Jalapão uma região bem pouco explorada.

Me surpreendi com tamanha beleza natural, com o povo extremamente gentil, hospitaleiro, educado e sempre pronto para mostrar as maravilhas da sua terra. Apesar do difícil acesso, os preços são justos e o turista não se sente explorado.. pelo contrário, é muito bem-vindo! Voltaria mil vezes! Nosso Brasil tem lugares belíssimos!!

… mas ATENÇÃO!!! ❌ Essa viagem NÃO É para qualquer um! ❌ As estradas são de terra, cheias de pedras, o que causa uma trepidação no carro, tem mosquito (nada que um repelente não resolva), não tem luxo (mas tem conforto e tantas outros pontos positivos), as atrações são distantes umas das outras e você passa um tempo considerável dentro do carro. Eu e minha família AMAMOS e achamos tudo isso um mero detalhe perto da grandiosidade do lugar, mas é válido saber o que você está esperando para não se decepcionar. NÃO indico essa viagem para idosos e crianças pequenas, aliás, não vi nenhuma criança com menos de 7 anos por lá e nem idosos.

DICAS:

– COMO CHEGAR?
O aeroporto mais próximo do Jalapão é o aeroporto da capital do Tocantins, a cidade de Palmas.

Palmas é uma cidade muito planejada (mais ou menos como Brasília em termos de planejamento urbano) e tem alguns atrativos como a praia da Graciosa (uma “praia” de rio com uma orla com alguns restaurantes e esportes ao ar livre), a praça dos Girassóis (com o Palácio Araguaia), o shopping Capim Dourado, a Ilha do Canela (que não conseguimos ir devido a falta de tempo hábil, mas falam muito bem!) e a Praia do Prata (também é uma praia de rio, mas tem que cuidar com as piranhas que estão nas águas)!

Conhecendo a capital do Tocantins: a cidade de Palmas com short ATHERA

 

Pôr-do-sol na praia da Graciosa, em Palmas.


– QUAL É A MELHOR ÉPOCA PARA IR AO JALAPÃO?
Melhor época para ir: Final de Agosto até Setembro pois chove pouco e não tem tantos turistas.
Carnaval: Péssimo período pois tem muito movimento. Os fervedouros chegam a ter filas de 4 horas.
Época de chuvas: janeiro-março, baixa temporada, mais vazio porém tem mais chuvas que podem sujar as águas.
Época de seca: de junho-setembro, alta temporada. Fervedouros cheios porém água sempre limpa.
Período da minha viagem: de 9 até 15 de março de 2020: Choveu em alguns dias e tivemos que deixar de entrar e 2 fervedouros devido à chuva que deixou a água turva. Quando as águas dos fervedouros estão sujas eles não permitem tirar fotos, para não “denegrir” a imagem do local.


– QUAL FOI O ROTEIRO DO PACOTE?
Expedição Jalapão roteiro de 05 dias e 04 noites.


Primeiro dia: Saída as 08:00hs
– Cachoeira do Roncador;
– Cachoeira do Escorrega Macaco;
– Canyon do Sussuapara;
– Pedra Furada (pôr do sol); Com sua formação de rochas de arenito em meio ao cerrado, apresentando buracos esculpidos pela própria natureza, permitem em dias ensolarados a mais bela vista do pôr do sol. Um outro espetáculo da natureza são as maritacas e outras espécies de aves que habitam lá. É possível velas voando durante sua visita. A Pedra Furada está localizada a cerca de 35 km de Ponte Alta do Tocantins, e o acesso é gratuito. Para chegar até lá, você deve percorrer uma estrada de terra e areia com veículo 4×4, que é o ideal.
(Pousada em Ponte Alta)

Pedra Furada

Segundo dia:
– Cachoeira da Velha;
– Prainha Rio Novo;
– Rio Novo;
– Pôr do sol Dunas;
(Pousada na cidade de Mateiros)

Dunas do Jalapão e Cachoeira da Velha – usando short em pelica ATHERA

Terceiro dia:
– Cachoeira do Formiga; (A famosa cachoeira do Formiga, localizada em Mateiros – TO, dispõe de uma água cristalina verde esmeralda, e uma temperatura agradabilíssima. Na região, é um dos lugares mais visitados, e dispõe de uma beleza peculiar. A água que escoa da cachoeira forma essa piscina natural, mas com uma certa correnteza ( o que deve-se ter cuidado para com quem não sabe nadar). Os mais aventureiros podem chegar aos pés da cachoeira e deliciar-se com uma hidromassagem natural feita pela queda da água. A cachoeira fica dentro de uma propriedade particular, e é cobrada uma taxa para visitação.)
– Fervedouro do Ceiça; (Em meio às árvores nativas e mata seca, os fervedouros são nascentes de água que borbulham/”fervem” do solo e que de tão fortes não deixam afundar. É um destino certo dos turistas por ser uma paisagem diferenciada e que transforma esse em um destino único!)
– Povoado Mumbuca (artesanato em capim dourado)
– Fervedouro Macaúbas;
– Fervedouro dos Buritis;
(Pousada na cidade de São Félix)

Foto que tirei no primeiro vôo de drone – Fervedouro dos Macaúbas

Quarto dia:
– Cachoeira do Prata;
– Fervedouro do Bela Vista
– Fervedouro do Alecrim;
– Rio Sono
(Pousada na cidade de São Félix)

Quinto dia:
– Cachoeira das Araras
– Serra da Catedral
– Poço encantado
– Cachoeira do Poço encantado
– Mirante do Morro Vermelho
– Retorno à Palmas. Previsão de chegada as 18:00.

Cachoeira das Araras e Arara Canindé “Nina”

 

– O QUE EU MUDARIA NA MINHA VIAGEM?
Foi INCRÍVEL tudo que vivemos lá… mas eu ficaria mais 1 dia e conheceria a Lagoa do Japonês que não estava inclusa no pacote de 5 dias.

 

– SOBRE PREÇOS COBRADOS:
Os restaurantes e cidades no Jalapão tem um acesso muito difícil, apenas por estradas de terra, baixa velocidade, muitas vezes sem linha telefônica, no entanto, os preços são super justos. Em uma cidadezinha de cerca de 4.000 habitantes uma lata de refrigerante custa R$ 5,00, uma garrafinha de água custa R$ 3,00… estamos acostumados com uma cultura de super exploração do turismo que chegamos a nos espantar quando os preços estão “ok”. Dica: levar dinheiro “vivo”, cash mesmo… cartão de crédito normalmente não passa pois não tem conexão.

 

– DEVO IR COM EMPRESA EM PACOTE FECHADO OU POSSO IR POR CONTA PRÓPRIA?
Apesar do parque estadual do jalapão poder ser acessado com carro particular, indico contratar uma empresa de turismo local que tem carros apropriados para as estradas com muita lama e pedras e guias muito bem informados. As estradas não tem sinalização de forma que o turista que vem dirigindo pode facilmente se perder.
Fizemos a expedição completa de 5 dias com a empresa Jalapão Selvagem, do sr.___ e gostamos MUITO. O carro era confortável, tínhamos sempre bolachinhas, frutas, água, chocolates à disposição. Aconselho contratar uma empresa para conhecer o Jalapão pois você não se preocupa com nada! A nossa única preocupação foi a de aproveitar ao máximo esse lugar espetacular!
Tivemos a sorte de contar com o Mayllo, um guia fantástico, educado, gentil, preocupado com o nosso bem-estar, nascido na região e que conhecia cada cantinho, caminho, plantas e frutas nativas além dos animais. Super indico!!

Empresa contratada: Jalapão Selvagem. Clique Aqui: https://www.jalapaoselvagem.com/

Guia: Maylo

Valor: R$ 2.249,00 por pessoa para 5 dias. Incluso: Transporte, alimentação, hospedagem e guia.

Carro: Carros apropriados com 4×4 como Hilux ou Mitsubishi são muito vistos por aqui e conseguem passar pelo caminho de lama, pedras e barrancos. Carros menores não tem a menor chance. Carros aspirantes a caminhonete como SUVs não conseguem aguentar o tranco e se atolam não tem ajuda do pessoal da região numa tentativa de proteger o serviço das agências, que move a economia local.

Viagem em família e o carro que nos acompanhou nesses dias.

 

– TEM INTERNET?
Nem sinal, muito menos internet. Apenas alguns pontos têm rede Claro. Internet só quando chega nas cidades ou no wifi das pousadas.

 

– REPELENTE: O repelente pode sujar as águas, então não é permitido entrar na água com repelente. 💧 Se fosse, as águas já estariam super sujas, oleosas de produtos químicos. Compreenda!!! Não é que o povo local queira que você seja picado, mas o lugar é preservado até hoje por causa de medidas como essa. Então a minha dica é: usar roupas leves de manga comprida, optar por repelentes a base de água e não oleosos, passar no máximo 1x ao dia, no início do dia.

 

– GASTRONOMIA:
Frutas e plantas típicas da região e muito saborosas e consumidas in natura, em sucos e em sobremesas. Recomendo provar os pratos com pequi, cuscuz, frutas como cajá, buriti e murici. Além da gastronomia feita com frutos do cerrado, o Jalapão também comercializa óleos para fins medicinais feitos com esses produtos.

 

– O QUE LEVAR?
Roupas impermeáveis e que sequem rápido
Secador de cabelo (quem tem cabelo comprido como eu precisa levar. Nas pousadas não oferecem. Eu não levei e dormia de cabelo molhado todos os dias.. bad vibes!).
Chinelo de dedo (eu alternava entre havaianas e sapatinho aquático)
Sapatinho aquático (Sapatinho para andar nas pedras das cachoeiras – foto abaixo)
Biquíni/maiô/sunga
Calcinha/Cueca (recomendo levar no máximo 1 por dia pois você passa quase o dia todo de roupa de banho)
Canga (para ter algum tipo de toalha que seca rápido)
Toalha (aquelas tipo Decathlon, as felpudas não secam)
Almofadinha de pescoço para o carro pois tem muita trepidação e acaba machucando o pescoço quem senta no banco de trás.. é zero necessário.. mas é um “conforto” a mais
Tapa olho: nem sempre as pousadas têm uma boa vedação. Então quem não dorme bem na claridade pode sentir falta
Tênis é desnecessário! Todas as trilhas podem ser facilmente feitas de chinelo de dedo.

Esse é o sapatinho aquático, todo em borracha.

Por fim, gratidão a empresa Jalapão Selvagem e ao nosso guia Mayllo por todo carinho, atenção e profissionalismo durante esses dias de expedição. Gratidão a todas as pessoas que conheci da região, aos atrativos, aos restaurantes, pousadas e aos meus companheiros de viagem: minha família incrível que fazem [de todos] os meus dias inesquecíveis! Foi uma viagem incrível, repleta de belezas naturais e paisagens exuberantes. Difícil decidir qual o momento mais espetacular!

 

Algumas regrinhas básicas para um bom viajante e amante do ecoturismo:

– Por favor, não escreva nas rochas e árvores.
– Evite fazer agitação no lugar, como falar muito alto, correr e etc., pois há muitas colmeias de abelhas, pássaros, etc…e ali é o habitat deles. Os intrusos somos nós!
– Leve embora o seu lixo!!
– Lixo orgânico também deve ser levado embora. Não jogue na natureza.
– Respeite a natureza e sua diversidade.
– Contemple! Apenas isso! E tire fotos!!

E aí? Se animou para conhecer o Jalapão? Qualquer dúvida pode mandar um e-mail ou comenta aqui! Boa viagem!!

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